Nem todo dia em casa é fácil. Há cansaço, palavras ríspidas, silêncios que pesam mais do que deveriam. Antes de fechar os olhos hoje, vale lembrar que Deus chama de bom e agradável justamente aquilo que parece simples: pessoas que escolhem viver em união debaixo do mesmo teto.
Salmos 133 é um cântico de peregrinação, cantado por quem subia a Jerusalém para as grandes festas e se alegrava em estar reunido com o povo de Deus. Davi descreve essa união como algo que vem de cima: como o óleo que consagrava Arão e como o orvalho que refresca os montes de Sião. Não é apenas um sentimento agradável, é uma bênção que Deus mesmo derrama sobre quem vive assim.
Em casa, união não significa ausência de diferenças. Significa escolher, todos os dias, perdoar a resposta mais dura, ouvir antes de rebater, ceder quando o orgulho pediria o contrário. É um trabalho contínuo, feito de pequenas decisões que ninguém vê de fora, mas que Deus reconhece e abençoa.
Por isso, antes de dormir, é bom parar e olhar para o dia que passou. Houve alguma palavra que machucou, algum mal-entendido que ficou sem resposta? Levar isso ao Senhor esta noite, e se possível já resolver com quem divide a sua casa, é um jeito concreto de guardar essa união que o salmo celebra.
Nenhuma família é perfeita, e não é isso que o texto promete. O convite é outro: continuar escolhendo a união, mesmo depois de um dia difícil, confiando que essa escolha tem valor diante de Deus.
Antes de dormir
Senhor, obrigado pelas pessoas com quem divido a minha casa. Perdoa as palavras ríspidas e a impaciência de hoje. Ajuda-me a escolher a união, mesmo quando é difícil, e a levar paz para dentro de casa antes de dormir. Amém.



