Antes de começar qualquer coisa hoje, talvez exista algo pequeno incomodando a consciência: uma atitude, uma palavra, um pensamento que você sabe que não devia ter tido. João escreve para gente que já conhece a Deus e mesmo assim ainda erra, e mostra o que fazer com isso.
João não escreve para incentivar o pecado nem para fingir que ele não existe. Ele escreve para libertar quem já caiu na armadilha de esconder o que fez de errado, como se isso fosse possível diante de Deus. A saída que ele aponta não é se esconder, é confessar.
A palavra chave do versículo não é o pecado, é a fidelidade. Deus perdoa não porque a falha foi pequena ou porque você se esforçou bastante para compensá-la. Ele perdoa porque é fiel ao que prometeu, e essa fidelidade não depende do seu desempenho.
Confessar é simplesmente parar de negociar com Deus e concordar com ele sobre o que já é verdade. Não é um discurso elaborado nem uma lista de méritos para equilibrar a balança. É honestidade simples, do tipo que uma criança usa quando conta o que fez sem tentar se defender antes.
Começar o dia assim muda o ponto de partida. Em vez de carregar uma culpa vaga o dia inteiro, você entra nas primeiras horas já limpo, já perdoado, já livre para viver sem o peso do que ficou para trás ontem.
Ao acordar
Quando a culpa voltar
Senhor, eu não quero esconder de ti o que já sabes que existe em mim. Confesso hoje o que pesa na minha consciência e recebo o perdão que só tu podes dar. Obrigado por seres fiel mesmo quando eu falho. Me ajuda a viver este dia livre e limpo diante de ti. Amém.



