Quando o dia termina sem a resposta que você esperava, é fácil começar a soltar, aos poucos, aquilo em que você vinha crendo. O escritor de Hebreus escreve para gente nessa mesma espera, e não pede força nova, pede que você retenha firme o que já tinha.
Reter não é a mesma coisa que conquistar algo novo. É segurar com as duas mãos o que já foi prometido, mesmo quando a noite não traz nenhuma prova de que a promessa está mais perto de se cumprir. Se hoje você sentiu a tentação de afrouxar essa confiança, perceba que o convite do texto não é para fingir que a espera não pesa, é para não deixar ir aquilo que você sabe ser verdade.
A base para reter firme não está na sua capacidade de aguentar, está em quem fez a promessa. 'Fiel é o que prometeu' muda o centro da frase: a garantia não depende de quanto você ainda consegue crer hoje à noite, depende do caráter de Deus, que não muda com o cansaço do seu dia.
Há noites em que a fé parece menor do que era de manhã. Isso não significa que ela desapareceu, significa que ela está sendo exercitada exatamente onde dói mais: na espera que ainda não terminou. Reter firme, nesse sentido, é um ato tão simples quanto decidir não desistir hoje do que você só vai ver se cumprir depois.
Antes de dormir
Senhor, esta noite eu escolho reter firme a esperança que coloquei em ti, mesmo sem ver ainda o que esperava. Lembra-me de que a tua fidelidade não depende da minha força, e dá-me descanso para dormir confiando em quem prometeu. Amém.



