Pedro achava que estava sendo generoso ao sugerir perdoar sete vezes. A resposta de Jesus mostra que o perdão de Deus não trabalha com essa conta.
Pedro fazia uma pergunta prática: existe um limite razoável para perdoar alguém que continua ofendendo? Sete vezes já parecia generoso para os padrões da época. Jesus responde com um número que ninguém consegue calcular de cabeça: setenta vezes sete. O objetivo não é parar exatamente na quingentésima ofensa, mas desistir de contar.
Quando paramos de contar as ofensas, também paramos de guardar uma lista secreta contra quem nos machucou. Essa lista tem um peso, mesmo quando ninguém mais sabe dela. Carregá-la dia após dia cansa mais do que perdoar.
Isso não significa fingir que a ofensa não doeu, nem se colocar de novo em uma situação de abuso ou perigo. Perdoar é uma decisão do coração diante de Deus. Ela pode caminhar junto com limites saudáveis e, quando necessário, com apoio profissional para lidar com feridas mais profundas.
Começar a manhã lembrando dessa resposta de Jesus muda o tom do dia. Em vez de reabrir contas antigas, você pode escolher, mais uma vez, deixar essa conta de lado e seguir em frente com as mãos livres.
Antes de sair de casa
Durante o dia
Pai, obrigado porque o teu perdão por mim nunca teve limite de vezes. Hoje eu escolho, mais uma vez, perdoar quem me ofendeu, mesmo sem entender tudo o que aconteceu. Tira de mim o hábito de contar e guardar mágoa. Me ensina a viver com as mãos livres, como alguém que já foi perdoado. Amém.



