Você já parou no meio de uma oração porque um nome incômodo veio à mente? Jesus liga essas duas coisas de um jeito direto: a oração que você faz e o perdão que você ainda não deu.
Jesus diz isso logo depois de falar sobre uma fé que move montanhas, e o contraste é proposital. De nada adianta uma oração cheia de convicção se, ao mesmo tempo, você guarda uma ofensa não resolvida. Ele não separa a vida de oração da vida com as pessoas, trata as duas como uma coisa só.
Repare que o texto não diz "perdoe quando sentir vontade". Diz "quando estiverem orando". É como se a própria postura de oração trouxesse à memória o que ainda não foi resolvido. Ignorar esse nome, fingir que ele não apareceu, é só adiar uma conversa que Deus já colocou diante de você.
Perdoar não é dizer que a ofensa não doeu ou que ela não importa. É escolher não cobrar mais aquela dívida, entregando a Deus o direito de julgar o que você não consegue resolver sozinho. É lembrar que o perdão que você recebe dele é maior do que o que está sendo pedido para dar.
A noite é justamente o momento em que as contas do dia sobem à superfície. Antes de fechar os olhos, é melhor acertar isso em oração do que carregar a mágoa para dentro do sono e, de lá, para o dia de amanhã.
Antes do amém
Quando a mágoa resistir
Pai, antes de terminar esta oração, trago diante de ti quem me ofendeu. Escolho perdoar, mesmo sentindo o peso do que aconteceu. Assim como recebo o teu perdão sem merecer, ajuda-me a oferecer o mesmo a quem me machucou. Que eu durma em paz, sem nada represado entre nós. Amém.



