Tem manhãs em que a esperança parece uma decisão difícil de tomar, ainda mais antes do primeiro café. Pedro escreve para cristãos espalhados e cansados, e começa justamente ali: não com um conselho para você se esforçar, mas com um louvor por algo que Deus já fez.
Pedro não diz que você precisa produzir esperança hoje. Ele diz que Deus já te gerou de novo para ela. A esperança viva de que fala o texto não nasce de uma manhã bem dormida ou de boas notícias chegando primeiro, ela nasce de um nascimento que já aconteceu em você, pela graça, antes de qualquer circunstância do seu dia.
O fundamento dessa esperança é a ressurreição de Jesus, não o seu estado de ânimo. Isso muda o ponto de partida da manhã: você não precisa sentir esperança para ter esperança, ela já é sua, garantida por algo que aconteceu fora de você e continua verdadeiro mesmo quando você acorda sem forças.
Chamar essa esperança de 'viva' é dizer que ela respira, cresce, resiste ao tempo. Diferente de uma expectativa qualquer, que murcha diante do primeiro contratempo do dia, essa esperança tem a mesma vida de quem a deu. Começar a manhã lembrando disso é trocar o 'será que hoje vai ser bom' pelo 'eu já tenho um fundamento que não depende de hoje ser bom'.
Antes de sair de casa
Pai, bendito sejas por me gerar de novo para uma esperança que não depende do meu ânimo de hoje. Ajuda-me a começar este dia lembrando que ela já é minha, garantida pela ressurreição de Jesus. Que eu carregue essa esperança viva em cada hora, mesmo quando as circunstâncias não ajudarem. Amém.



