David escreveu essas palavras cercado de inimigos reais, não de preocupações imaginárias. Mesmo assim, a primeira coisa que ele declara pela manhã não é o tamanho do problema, é o tamanho de quem está com ele.
Repare na ordem das perguntas. David não começa perguntando se vai dar conta do dia, começa afirmando quem é o Senhor para ele: luz, salvação, força. Só depois de lembrar isso é que ele pergunta a quem deveria temer. A pergunta já nasce respondida, porque a certeza sobre Deus veio antes da dúvida sobre as circunstâncias.
Isso inverte a ordem que normalmente seguimos de manhã. Primeiro olhamos a agenda, as notícias, as contas, as pessoas difíceis que vamos encontrar, e só depois, se sobrar tempo, lembramos de Deus. David sugere o caminho contrário: comece pela luz antes de medir a escuridão do dia.
A força de que ele fala não vem de acordar disposto ou de ter dormido bem. Vem de uma pessoa, o próprio Senhor, chamado aqui de força da vida de David. Isso significa que, nos dias em que você acorda sem ânimo nenhum, a fonte da sua força não depende do seu estado de espírito, depende de quem Deus é e continua sendo.
Sair de casa sabendo disso não elimina os motivos reais de preocupação que o dia pode trazer. Mas muda o lugar de onde você parte: não do medo calculando riscos, da confiança de quem já sabe que não está sozinho para enfrentá-los.
Antes de sair de casa
Senhor, muitas vezes eu meço o meu dia pelo tamanho dos meus problemas antes de medir pelo tamanho de quem és. Hoje escolho lembrar que tu és a minha luz e a minha força, e que não preciso temer o que ainda não aconteceu. Caminha comigo nesta manhã. Amém.



